quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

abandonei é?

poxa, abandonei meu próprio filho... enfim, quando ele não mostrou mais vida eu larguei mão mesmo. Falo logo. Mas... como diz shakspeare: é o amor, e não o tempo, que cura todas as feridas. Como assim? me perguntaria o leitor imaginário. Respondo-te caro leitor assíduo que não escreve por timidez: eu tive uma fase ruim, por um tempo, em relação à minha vida criativa, por causa de problemas pessoais. Mas estou de volta! Escrevi um poema em inglês e vou tentar traduzir.
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2 e 1.
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quando um 2 para 1 se encontram,
sobra um número maior que um.
o número dois é maior que um.
mas isso é invisível..
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Quando o número 1 perde um valor para os 2,
os dois uns perdem os 2 para virarem 1.
nessa matemática que o valor é de dois 1,
menor que um 1, o 2 se divide, não separando,
nem subtraindo um deles, mas chegando tão perto,
que não dá pra contar mais que um 1.
Porque o dois é maior que um,
mas não é indivisível.
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é isso aí....legal?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

clichê

andei pensando a respeito do que seria um clichê- do francês cliché- e lembrei de uma frase do meu tio que disse que que nada se cria, tudo se copia. Penso que as definições de cliché que vi são erradas. O uso da palavra devria ser aplicado a qualquer matéria prima que pode ser usada para criação- tudo é cliché. Salomão já dizia "não há nada de novo debaixo do sol." o esperar a última volta, o fim, é a única coisa que deve ser valorizada numa criação- assim como a reação diferente diante do cliché. O que define a criação. Como seria miserável se fosse como todos os homens diante da matéria-prima. Não. O material não é cliché. A reação o é.
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contando as ovelhas para dormir.
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quando nascem as ovelhas, no mar do verdume,
onde pascem as ovelhas que no gelo do cume,
vem o sol sobre a lua, derrotando-a com amor.
as estrelas de acordo, desconfiam com ciúme
que a derrota traz a cor do calor e do bolor.
as ruas negras da noite, nos pastos não há.
nas dores do dia, o queimar da pele clara
que se fere pelo sol, pelo amor que virá
só no próximo amanhecer, diz estrela rara.
só amor para nascer. Só para morrer.
Não no viver, pois só se arrasta em perecer.
varre o céu com poder, mas nunca ama os que ilumina.
só traz o calor que os fulmina.
Assim é com as ovelhas que pascem.
morrem em parte, correm em arte. Pintadas pelos prados.
antes que os anjos as lacem,
comem o verde e azul que lhes sobra em vida ao luar dos
anjos em miríades que correm nos prados escuros.
antes verdes, antes negros, ferem os lados fazendo-os impuros.
E como luos, brancos e moldados, cedem ao amor,
que só faz nascer e morrer. Nunca permanecer.
E renascer.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

te amo em todos os sentidos.

Estou tendo sérios problemas com esse blog... não to conseguindo colocar foto nem...nem negrito consegui colocar. Bom, poesia ainda consigo. Não esqueçam, estou contando...contem comigo...
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Te amo em todos os sentidos.
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adoro teu cheiro...
o jeito como sinto,
porque sinto por inteiro
o cheiro que sou faminto
Raro poder que me toca o gosto,
inteiro por dentro vem uma visão,
que visão que gosto me toca arrepios.
toca fogo, toca raios, troca visão
prega peças de cheiros e audição.
vejo o que não está, quero o que não há.
sinto o que ainda não veio,
então paro reflito e meneio...
toco minha língua volto a sintir...
meus braços arrepiam em a dor sumir.
sumir o sol, o calor, o gosto do sorvete.
o cheiro de mar, de protetor solar.
sumir o tato de antes, o gosto, o desejo...
e tudo de repente aparecer em você.
A orgia sinestésica me eleva a ela.
Não há descrever, só experimentar..
nem mais sentir, só há o vivenciar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

felizes anos novos.rs.

nossa tentei colocar uma foto aqui deu o maior pau... enfim, estou de volta, e pretendo usar este blog para cumprir a minha meta. tenho 24 poemas-de amor- porque perde um moooooonte porque o computador do meu irmão deu pau. Gostei e desgostei ao mesmo tempo. Voktei e isso que importa. Ah! por favor! Gostem de mim?



cachos eternos...
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seus braços, suas veias,
meu coração. o Fogo,
que com amor erras e ateias,
corre por mim como todo
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fulgor que morde e gera
nova vida e corre como um rio
que move um padrão. A quimera,
que muda num padrão em fio
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agudo, como um rio mudo
que não canta, só se move
só muda, mas me erra em tudo,
suas veias que tudo solve,
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meu coração.
Cachos eternos que me envolvem...
veias abertas que me percorrem...
abrem, rasgando-me, a vida,
fechando as dores como uma só ferida
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é a vontade de vida que corre entre nós!
que move uma lida que tira a dor atroz,
de achar novas perdida, abertas por antes.
de moldar a vida nossa, domada com dentes.

domingo, 10 de janeiro de 2010

dor

escrevi tanto na última postagem que esqueci de mandar o poema. Queria uma coisa mais light...enfim, vamo junto.

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A dor só.
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pois existiu um dia,
que sem mais delongas,
disse o leão que rugia,
que sozinha em suas pontas,
esteve a dor a chorar.
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houve uma tarde,
longa como esta
que o sol vem e arde
cala o som da ceresta,
e mata a voz da dor no mar.
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houve um poente,
ou melhor,
ouve dois poentes
que cantando alto
matam o som, e solto,
morre sozinho o sol.
e a dor morre sem ele.
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haverá uma noite,
escura e sombria.
Sem dor que ria,
do nosso acoite.
Sem dor que abraçe
A dor que parte,
como rasgo num pano,
ao ver que eu te amo.

Feliz 2010!

Uma pessoa sem criatividade e esmero não conseguiria cumprir as tarefas que estou propondo para mim mesmo neste ano, portanto estou pedindo Deus capacitação e muita inspiração- com uma baita ajuda da minha namorada, alessandra- para que consiga cumprir prazos estipulados por mim mesmo. O principal deles, completar o número de 365 poesias de amor que sejam todas interessantes e toquem o coração de qualquer um que leia. Enfim, não vou ficar aqui falando. Vou fazer. Como diz São Shakspeare, resto é silêncio.
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Alguém conhece a frase do Machado de Assis que diz "a dor é o preconceito dos nervos..."? acho essa frase genial! Como assim, comparar a dor a uma fortaleza mental a nível intelectual? Eu costumo dizer que a dor é o presságio do alívio. Entretanto nem eu, nem machado, nem ninguém supera o que a bíblia fala sobre a dor quando a coloca junto do ranger de dentes e eternidade, de tempo determinado e de cura e, por último, de redenção, salvação, e inexistência de dor. "ali não haverá dor...". A dor é o que pode curar uma vida. De seus vícios, grilhões, preconceitos, tantas outras coisas. Mas se a pessoa se dispor a ser curada. A palavra de Deus diz que o sol nasce sobre justos e injustos, assim como a chuva cai sobre justos e injustos. Não é porque uma pessoa é justa que não precise ser liberta, curada, salva de si mesmo. A dor pode durar a eternidade, mas pode também nunca mais existir. Fixando esse pensamento, mesmo que meio incomum, desejo a todos um super atrasado feliz ano novo e que ]deus possa abençoa-los muito.
bjomeliguem!