o nome desse poema é meses. Mas acho que eu não sei porque.
.
por que passam os meses?
por que passam inteiros?
por que os tempos certeiros?
Que fazem do sempre as vezes.
.
Por que o amor é tempo?
Ou talvez só tenta caber
no relógio do momento,
que limita o seu ser?
.
por que se movem os ponteiros?
e os corações entregam carteiros,
por que sou eu a vida inteira
a receber um calendário que teia.
.
Porque o tempo se faz parecer possível,
mas o amor é o que transcende no risível
o tempo que marca as passadas do espaço,
que determina o máximo do amor que passo.
.
Porque na verdade o amor é fingido.
amor engraçado que se faz malentender.
é algo que não podemos em todo viver,
logo finge que é pouco para ser vivido.
.
Na verdade tudo aquilo que é muito é pouco.
e tudo o que é todo é o começo do infinito.
O amor é o espaço que invade o todo,
como o rasgo de um véu o faz bonito.
.
fim
.
Bom, para aqueles que perceberam tenho tentado criar máximas para definir o amor, mas acho que no final vão todas girar em torno da imensidão do mesmo. enfim, feliz páscoa para todos. que Deus os abençoe!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário